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Governador | Energia

18h19min - 15 de Maio de 2014 Atualizado em 18h20min

VÍDEO: Alberto Pinto Coelho assina protocolos para investimentos de R$ 1,17 bilhão em geração de energia

Empreendimentos da Minas PCH terão, juntos, capacidade de geração de 183,5 MegaWatts. Governador ressaltou a importância de se diversificar a matriz energética

O governador Alberto Pinto Coelho assinou, nesta quinta-feira (15/05), no Palácio Tiradentes, protocolo de intenções com a empresa Minas PCH para viabilizar a construção e a operação de cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e duas Usinas Hidrelétricas (UHE) destinadas à produção e comercialização de energia elétrica. Com investimentos da ordem de R$ 1,17 bilhão, os empreendimentos terão capacidade de geração de 183,5 MW de energia, volume suficiente para atender cidades, como Betim, Contagem ou Uberlândia. Durante a fase de implantação, serão gerados cerca de 19.500 empregos diretos e indiretos.

Alberto Pinto Coelho destacou o cenário de seca e estiagem no país, que fazem com que a oferta de energia seja reduzida, pressionando os custos e fazendo com que o Brasil perca competitividade. “Por todo esse cenário, eu quero enaltecer a Minas PCH pela sua determinação em fazer esse investimento de mais de R$ 1 bilhão para trazer esse benefício tão esperado e requerido pela nossa população, uma vez que o desenvolvimento está, indubitavelmente, atrelado à nossa capacidade de gerar e distribuir energia”, disse.

Apoio fundamental

Ao longo dos anos, afirmou o governador, Minas Gerais tem dedicado uma atenção especial às energias renováveis. Recentemente, foi lançado o Programa Mineiro de Energias Renováveis (Energias de Minas) para incentivar empreendimentos de energia gerada a partir das fontes solar, eólica, biomassas, biogás e hídrica, além da proveniente de PCHs. Hoje, 90% da geração de energia no Estado provêm de fontes de energia de natureza hidráulica. As PCHs não formam grandes represas e, portanto, não afetam o sistema de abastecimento de água.

 “Cada vez mais me convenço que a matriz energética tem que ser realmente diversificada, porque estamos vivenciando secas inimagináveis e que temos que buscar alternativas nas várias formas que se apresentem, nas tecnologias em curso e cada vez mais avançando e tornando economicamente viável os projetos”, completou.

Segundo o diretor-executivo da Minas PCH, Walter Pinheiro, as duas usinas serão instaladas em Coromandel (Alto Paranaíba) e Aimorés (Rio Doce). No caso das PCHs, duas vão ser construídas em Bonito de Minas, no Norte de Minas, e as outras em Joanésia, Mathias Lobato e Pocrane, todas no Rio Doce.

Walter Pinho disse que a parceria com o Governo de Minas é fundamental e decisiva para a implementação das usinas e das estratégias da empresa. “O Governo de Minas Gerais, sob a liderança do governador Alberto Pinto Coelho, vem aumentando o apoio no licenciamento, nos incentivos fiscais e o tratamento diferenciado para os projetos de geração de energia no Estado”, afirmou.

“E essa é a tônica da visão do governador Alberto Pinto Coelho, que soube colocar à frente dos órgãos de Governo pessoas totalmente comprometidas com o desenvolvimento sustentável do Estado e que atuam com seriedade, empenho e convicção de que o futuro reserva para Minas Gerais um lugar ainda mais elevado no cenário nacional. Por tudo e pelo o que nosso Estado representa para o Brasil, por ser desde a caixa d´água do país até a origem inquestionável dos homens públicos que fizeram, continuam fazendo e que ainda farão parte de nossos destinos políticos, econômicos e culturais”, completou

Sobre a empresa

A empresa, fundada em 2007, possui capital 100% nacional, com sede em Belo Horizonte. Seu principal objetivo é a geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis. Atualmente, tem em operação comercial 13 PCHs, com potência instalada de 291 MW, situadas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás, e capacidade para atender 3 milhões de pessoas.

A empresa informou ainda estar desenvolvendo estudos com potência estimada em 3,5 GW, em empreendimentos hidrelétricos e eólicos em diferentes estados brasileiros. Em Minas, possui autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o desenvolvimento de 13 PCHs e uma UHE, que somam 300 MW.

Panorama das PCHs em Minas

Em Minas Gerais, 98 PCHs estão em operação, com 778,6 MW de capacidade instalada. Isto representa 5,6% do total da capacidade instalada para geração de energia no Estado. As PCHs apresentam vantagens, como mínimo impacto ambiental (pequenas áreas inundadas - menor que 300 ha); possibilidade de utilização de créditos de carbono; necessidade somente de autorização pela Aneel; prazo reduzido de construção (18 meses); obras civis de pequeno porte; geração de impostos.

SEGOV - Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais

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