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19h56min - 20 de Agosto de 2009 Atualizado em 22h10min - 10 de Junho de 2013

Aécio participa no Ceará de inauguração de usina eólica

O governador Aécio Neves participou, em Beberibe (CE), da inauguração de usina do Parque Eólico de Praias de Parajuru, projeto implantado pela Cemig e a IMPSA. O empreendimento é o primeiro das três usinas que serão instaladas no Ceará, com investimento de R$ 550 mi. Durante a solenidade, o governador ressaltou que a Cemig vai continuar investindo em energias alternativas.

FORTALEZA (20/08/09) - O governador Aécio Neves participou, nesta quinta-feira (20), em Beberibe (CE), da inauguração de usina do Parque Eólico de Praias de Parajuru, projeto implantado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a IMPSA, empresa argentina, líder latino-americana em energias renováveis. O empreendimento, localizado a 103 km de Fortaleza, é o primeiro das três usinas que serão instaladas pelo grupo no Ceará, totalizando investimento de R$ 550 milhões. Durante a solenidade, o governador ressaltou que a Cemig vai continuar investindo em energias alternativas inclusive em Minas Gerais.

“Para nós, mineiros, é um privilégio muito grande podermos construir essa parceria. E continuaremos a fazer outras parcerias em outras partes do Brasil. A Cemig, que tem 90% da sua energia limpa, agora pretende ampliar esse percentual. E a experiência eólica para nós é muito importante e acho que outros parques serão construídos, não apenas aqui no Ceará, mas até mesmo em Minas, porque estamos fazendo uma pesquisa grande dos potenciais também das nossas montanhas”, declarou Aécio Neves, em entrevista, durante a inauguração da usina no Ceará.

Parque eólico

O Parque Eólico de Praias de Parajuru, com extensão de 325 hectares, tem 19 aerogeradores de 1,5 MW. Ele faz parte de um complexo que abrange outras duas centrais eólicas, na Praia do Morgado e Volta do Rio, ambos localizados no município de Acaraú, a 250 km de distância de Fortaleza, com capacidade instalada de geração de 28,8 MW e 42 MW, respectivamente.

“Esse é apenas o primeiro dos vários investimentos que vamos fazer no Ceará. Nossa empresa de energia é a empresa que mais investe hoje em geração no Brasil, incluindo as estatais nacionais. É a demonstração de que estamos superando as fronteiras geográficas e até mesmo fronteiras partidárias”, afirmou Aécio Neves.

Juntos, os três parques eólicos cearenses possuem uma capacidade total instalada de 99,6 MW e irão gerar, durante sua implantação, cerca de 7,6 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Os equipamentos serão fornecidos pela própria IMPSA, por meio da fábrica de aerogeradores recém inaugurada, em Pernambuco.

Mapeamento eólico

A Cemig está finalizando o Mapeamento do Potencial Eólico de todo o estado de Minas Gerais, onde também estarão identificados os locais promissores no estado para a implantação de empreendimentos de geração de energia eólica. O trabalho estará concluído até outubro próximo.

A estatal mineira foi a primeira companhia do país a operar usinas eólicas, com a construção da Usina Morro do Camelinho, em 1994, que também foi a primeira a fornecer energia para o sistema elétrico nacional.

O investimento em usinas eólicas faz parte da estratégia da Cemig de crescer de forma sustentável econômica, social e ambientalmente. A empresa tem posição de destaque no cenário nacional, com participação de mais de 90% de fontes limpas em sua matriz.

Parceria

O parque eólico no Ceará é resultado de parceria feita entre a Cemig e a IMPSA, onde a estatal mineira adquiriu 49% da participação societária nos três parques eólicos, pagando R$ 213 milhões pelas ações. Os parques eólicos estão incluídos no Proinfa (Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica), do governo federal.

A empresa argentina IMPSA é a maior empreendedora de parques eólicos no Brasil e está trabalhando, também, na implantação de outros dez parques no Estado de Santa Catarina, de 218 MW, com investimento de R$ 1,3 bilhão, em 2009.

Sustentabilidade

Os programas da Cemig para contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa incluem investimentos em energia renovável, em programas de eficiência energética, na produção e plantio de mudas e na manutenção de reservas ambientais. Incluem também programas voltados à sustentabilidade, na preservação dos peixes nativos de Minas Gerais, e na promoção da arborização adequada nos centros urbanos.

A energia gerada pelas usinas de Praias do Parajuru (28,8 MW), Volta do Rio (42 MW) e Praia de Morgado (28,8 MW), que totalizam 99,6 MW de potencia instalada, evitam o lançamento anual de cerca de 146 mil toneladas de CO2 e de 920 toneladas de SO2 (dióxido de enxofre) na atmosfera, caso essa energia fosse gerada por termelétricas convencionais.

A energia eólica cresce a uma taxa anual próxima de 30%, nos últimos 10 anos, constituindo-se na fonte energética que mais cresce no mundo. A energia eólica representa uma das maiores fontes geradoras de emprego industrial nessa nova era. No final de 1996, a capacidade instalada mundial era de cerca de 6.100 MW e em 2000 superou a 16.700 MW. A Alemanha responde pela maior parte desse boom, com mais de 6.000 MW, seguida pelos Estados Unidos, Espanha e Dinamarca, com 2.550 MW, 2.250 MW e 2.140 MW, respectivamente.

Expansão

A Cemig está em pleno processo de expansão no Brasil e no exterior, com mais de 10 milhões de consumidores. Desde o início de 2006, a Cemig inaugurou quatro usinas em Minas: Irapé, Aimorés, Capim Branco I e Capim Branco II, com investimentos de R$ 2,8 bilhões. Desse total, R$ 1,7 bilhão foi aplicado pela Cemig e pelo Governo de Minas.

O seu desenvolvimento recente fez com que o valor de mercado da Cemig saltasse de R$ 4 bilhões para R$ 20 bilhões, desde 2003. Em 2008, foi a única empresa do setor na América Latina escolhida pelo Dow Jones Sustainability Index como uma das melhores empresas de energia do mundo.

Em 2006, o consórcio Cemig, Andrade Gutierrez, Luce Brasil e Pactual Energia, comprou a Light, consolidando sua presença fora das fronteiras de Minas. Com a compra da Light, a Cemig é a líder do mercado brasileiro de venda a consumidores finais e a quinta maior geradora.

A Cemig adquiriu, em abril passado, a holding de transmissão de eletricidade Terna, por R$ 2,2 bilhões. A empresa era controlada pela italiana Terna SpA, e atua em 11 estados do pais. A Cemig passou a ter 85,27% do capital votante e cerca de 65,8% do capital total da Terna Participações. Com a operação, a Cemig ampliou sua rede de transmissão de energia para 9.508 km, crescimento de 65%. Além disso, a companhia aumentou a participação no setor de transmissão brasileiro de 5,4% para 12,6%.

Em maio passado, o governador Aécio Neves oficializou, durante encontro com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, o interesse da Cemig em fazer parceria com a Companhia Energética de Brasília (CEB), por meio de aquisição de ações da empresa. A Cemig obteve lucro líquido de R$ 1,9 bilhão em 2008, representando um crescimento de 8,26% sobre o ano anterior.

SEGOV - Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais

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