Minas por Região
Saúde

18h01min - 18 de Maio de 2009 Atualizado em 12h46min - 28 de Junho de 2013

Descontração marca Dia de Luta Antimanicomial na capital

BELO HORIZONTE (18/05/09) - Foi comemorado na tarde desta segunda-feira (18), com um desfile carnavalesco nas ruas do centro de Belo Horizonte, o Dia da Luta Antimanicomial. O Desfile, que teve como tema “Sinto, Logo Existo: (Re) Existir é Viver”, é organizado há 12 anos pela ONG Fórum Mineiro de Saúde Mental e pela Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental (ASUSSAM) e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A tesoureira da ASUSSAM, Sílvia Soares, relatou que a escolha do carnaval como tema foi definida por se tratar de “uma festa genuinamente brasileira e onde, fantasiados, nós nos disfarçamos de nós mesmos. Essa é a melhor maneira de trabalharmos a inclusão social”, ponderou.

A Secretaria de Estado de Saúde participou do desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda que Tan-tan, que se apresentou na Praça Sete. O desfile também contou com a presença de usuários, familiares e profissionais de Centros de Referência de Saúde Mental, Centros de Convivência, Unidades Básicas de Saúde, Conselho Regional de Psicologia, conselhos estadual e municipal de Saúde, moradores das Residências Terapêuticas, entre outros.

Alas

Seis alas participaram. A primeira foi a dos “Movimentos Sociais, a paixão no horizonte”. Os participantes atuam em associações, sindicatos e centros de convivência. A intenção foi reforçar a idéia de que somente a participação ativa e pioneira dos movimentos sociais pode contribuir para a promoção da inclusão.

O segundo grupo, chamado “Tecendo a Convivência”, tratou da diversidade e da pluralidade humanas observadas nas diferentes religiões, etnias, culturas. Pretende-se retratar a pluralidade por meio dos tambores, presentes entre todos os povos e culturas do planeta.

A ala da criança e do adolescente foi a terceira a se apresentar, tendo como título “É de Mágica que eu Dobro a Vida em Flor”. A intenção é mostrar que o lúdico pode buscar sentido para as situações difíceis. Já o quarto grupo que desfilou foi “Sou Dono da Incerteza, Esta é a Minha Natureza”. A ala trabalhou os sentimentos presentes na loucura, a vivência radical da experiência humana e sua relação com o amor. A quinta ala abordou a questão do preconceito, com o título “Preconceito: Onde Mora o Seu?”.

Para encerrar o desfile, a ala da reinvenção, se inspirou na poetisa Cecília Meireles: “A Vida, a Vida, a Vida Só é Possível Se Reinventada”. O objetivo foi ressaltar que a criatividade e generosidade de profissionais, gestores, e familiares de usuários dos serviços de saúde mental são os elementos necessários para a reinvenção de um cotidiano que, muitas vezes, remetem à mesmice e aos rituais massacrantes do dia-a-dia.

Rede Assistencial

Em Minas, a Reforma Psiquiátrica é uma realidade. A rede assistencial de saúde mental conta hoje com 134 Serviços substitutivos (CAPS ou Cersams), 71 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), 20 Centros de Convivência, e aproximadamente 300 Equipes de Saúde Mental na atenção básica.

De acordo com a coordenadora de Saúde Mental da SES, Marta Elizabeth de Souza, “o objetivo da rede estadual de atenção ao deficiente mental e autista é amparar e oferecer atendimento digno aos portadores de transtornos mentais, por meio de uma rede assistencial que conta com equipe multiprofissional e interdisciplinar, identificando e acompanhando os pacientes que demandem cuidados de atenção em saúde e contribuindo para a melhoria de suas condições de vida”.

A escolha do dia 18 de maio para marcar as comemorações da Luta Antimanicomial se deve à realização de um congresso nacional de trabalhadores de saúde mental de todo país, em dezembro de 1987, no município de Bauru, em São Paulo. Ficou decidido que nesta data os profissionais de saúde mental deveriam ir às ruas, praças, universidades, instituições de saúde para debater com a sociedade, de um modo geral, o mito de que o louco é incapaz e perigoso. E ainda mostrar que é possível tratar os pacientes de maneira diferente com humanização, qualidade, respeitando-os como sujeitos de cidadania.

A partir da década 70, trabalhadores de saúde mental denunciaram as condições subumanas à que estavam submetidos os portadores de transtornos mentais. Desde então, o poder público iniciou a construção de uma política pública de humanização, desospitalização e desinstitucionalização, com garantia dos direitos dessa população.

SEGOV - Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais

Desenvolvido por marcosloureiro.com

Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves

Rodovia Prefeito Américo Gianetti, 4001
Edifício Gerais, 1º andar
Bairro Serra Verde - BH / MG
CEP: 31630-901
Tel.: +55 31 3915-0262

Telefones de Contato